Avaliação do Potencial Energético de Lodos da Indústria de Celulose e Papel

Resumo: No Brasil existem em torno de 9,85 milhões de hectares de cultivos florestais, dos quais 7,4 milhões são ocupados pelo gênero Eucalyptus (IBGE). As condições ambientais relacionadas ao clima tropical são fatores que ilustram a nossa vocação madeireira, e, portanto, as taxas de crescimento do eucalipto nestas condições são superiores às observadas em outros países (IBÁ, 2018). O setor florestal brasileiro contribui com 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, e 6,1 % do PIB industrial. A produção nacional de celulose foi de 19,4 milhões de toneladas em 2018, o que coloca o Brasil como o segundo maior produtor de celulose do mundo (IBÁ, 2018). A crescente demanda por produtos provenientes da indústria de celulose e papel é responsável pela elevação da produção de celulose e, conseqüentemente, de resíduos sólidos gerados durante o processo de produção, sendo que, para cada tonelada de celulose produzida são gerados 800 kg de resíduos sólidos (GUERRA, 2007).
No processo de produção de celulose são gerados principalmente os seguintes resíduos: a casca, a lama de cal, o lodo primário, o lodo ativado (lodo secundário), “dregs e grits” e a cinza de caldeira da queima de biomassa (BELLOTE et al., 1998). As cascas representam o maior percentual (24%), seguido pela lama de cal (22%), lodos primário e ativado (17%), “dregs e grits” (14%) e cinzas (11%), de acordo com NOLASCO et al. (2000). Segundo (FOEKEL, 2007) a geração de lodo secundário úmido, denominado lodo biológico é de (250 a 300 kg lodo úmido/adt (air dry ton) de pasta semi-química).
Diante disso, os setores industriais, com destaque para o ramo de celulose e papel atualmente preocupados com a gestão de resíduos sólidos, têm desenvolvido projetos e tecnologias para minimizar, reutilizar e dispor de forma adequada os resíduos gerados, aumentando assim, o tempo de vida útil dos aterros industriais (GUERRA, 2007). Estudos relatam o uso de rejeitos como insumo orgânico para a produção de energia, sendo considerados uma alternativa ambiental e econômica para reduzir o exclusivo de disposição final em aterros (FAUBERT., 2016 et al.; ROGERS, et al., 2018; TOCZYLOWSKA-MAMINSKA, 2017; IYAGI E LO, 2013). Dessa forma, visando a redução destes resíduos e a busca por alternativas na geração de energia e a independência de combustíveis fósseis, o principal objetivo deste trabalho é avaliar o potencial energético de lodos da indústria de celulose e papel por meio da pirólise, co-pirólise, combustão e co-combustão.

Data de início: 01/05/2019
Prazo (meses): 72

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Coordenador CLAUDIA RODRIGUES TELES
Pesquisador THIAGO PADOVANI XAVIER
Vice-Coordenador TAISA SHIMOSAKAI DE LIRA
Transparência Pública
Acesso à informação

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