ANÁLISE DA ECOEFICIÊNCIA DE UM SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO URBANO DE PASSAGEIROS

Nome: Vinicius Bermond
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 24/08/2015
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Rodrigo de Alvarenga Rosa Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Gisele de Lorena Diniz Chaves Examinador Externo
João Luiz Calmon Nogueira da Gama Examinador Interno
Rodrigo de Alvarenga Rosa Orientador

Resumo: O sistema de transporte público de passageiros brasileiro transporta mais de 336 milhões de pessoas por dia nas nove principais cidades do país. Por conta disso, é relevante uma análise dos impactos ambientais gerados pelo diesel e os combustíveis alternativos de forma a alcançar padrões ambientais, sempre buscando a melhoria na qualidade de vida. Essa dissertação propõe uma metodologia baseada na metodologia proposta pelo World Business Council of Sustainable Development (WBCSD) (WBCSD, 2000) para avaliar a ecoeficência do transporte público por meio de indicadores de eficiência que utilizam o valor do produto (V), número de quilômetros percorridos, e a influência ambiental (IA) pela equação: ECO = V / IA. Esses indicadores podem ser ajustados para calcular o consumo total de energia, o total de emissão de dióxido de carbono, o total de emissão de gases de efeito estufa, o custo total dos combustíveis, entre outros. A metodologia foi aplicada na Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV) que possui um sistema integrado de transporte público chamado Transcol. Esse sistema transportou mais de 190 milhões de passageiros no ano de 2014 por mais de 120 milhões de quilômetros viajados, o qual atende as seis maiores cidades do estado do Espírito Santo: Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana e Guarapari. O Transcol possui uma frota de ônibus de 1.724 veículos, 15 diferentes modelos e uma capacidade média de 37 assentos. Diferentes cenários foram desenvolvidos de forma a representar combustíveis distintos em relação àqueles originados do petróleo, como os de origem verde (o biodiesel e energia elétrica) além de diferentes tecnologias para os ônibus. Esses cenários foram testados, analisados e avaliados para nove indicadores: emissões de dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), óxido de nitrogênio (NOx), material particulado (MP), hidrocarbonetos (NMHC), consumo de combustível (COC), custo operacional (COP), custo de combustível (CCO) e custo de renovação da frota (CRF). A metodologia mostrou que o uso do biodiesel reduz as emissões de gases de efeito estufa e sulfato, embora possa ser mais caro e careça de uma estrutura de distribuição adequada. Seu uso ao invés do diesel é melhor devido seu menor índice de poluição, embora seu consumo seja maior.

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