AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE CONCRETOS AUTOCICATRIZANTES PRODUZIDOS COM MATERIAIS CIMENTÍCIOS SUPLEMENTARES SUBMETIDOS À MIGRAÇÃO DE ÍONS CLORETO
Nome: HEITOR ANTONIO TSCHAEN RANGEL
Data de publicação: 14/08/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| FERNANDA PACHECO | Examinador Externo |
| GEILMA LIMA VIEIRA | Presidente |
| RUDIELE APARECIDA SCHANKOSKI | Examinador Interno |
Resumo: A presença das fissuras, uma das principais manifestações patológicas do concreto, promove o surgimento de outras manifestações patológicas. A autocicatrização do concreto armado, que promove o fechamento de fissuras, é vista como um meio de aumentar a vida útil das edificações, gerando benefícios econômicos frente ao dispêndio de sua reabilitação. Com isso, este trabalho buscou analisar o fenômeno de autocicatrização em diferentes tipos de concreto com vistas à migração de íons cloreto, realizado por meio do ensaio regido pela ASTM C1202 (2022), e na tentativa de identificar os compostos formados no processo de autocicatrização, foi realizado o ensaio de Difração de Raios - X (DRX), com amostras retiradas após o ensaio de migração. Ainda no processo investigativo, foi realizado o ensaio de resistividade elétrica regido pelo ensaio da ASTM C1876 (2024), além da propositura de uma ferramenta de análise visual de fissuras internas, nomeado de Ensaio de Análise Colorimétrica de Fissuração e Autocicatrização Interna do Concreto – EACFAIC. Para a realização da avaliação, além dos corpos de prova íntegros, foram produzidas duas faixas de fissuração induzidas nos concretos estudados, sendo eles: 1 - Concreto de CP V ARI (referência); 2 - Concreto com substituição de sílica ativa (10%); 3 - Concreto com substituição de cinza volante (50%); 4 – Concreto com substituição de escória de alto-forno (75%); 5 e 6 – Concreto com aditivo cristalizante em dois traços (1% e 5%). A pesquisa observou algum grau de autocicatrização em todos os tipos de concreto analisados. No entanto, os maiores desempenhos tanto na autocicatrização quanto na resistência à migração de íons cloreto do ensaio ASTM C1202, foram alcançados com as substituições minerais. Essas substituições reduziram significativamente a carga passante em relação ao concreto de referência, sendo de 295,91% (Faixa 1) e 195,49% (Faixa 2) na escória de alto-forno, de 116,95% (Faixa 1) e 117,45% (Faixa 2) na sílica ativa, e de 130,76% (Faixa 1) e 64,35% (Faixa 2) na cinza volante. No ensaio de Resistividade elétrica-volumétrica regido pela ASTM C1876, as substituições minerais confirmaram superioridade frente aos demais concretos ricos em cimento. Na EACFAIC, foi possível constatar, de forma implícita, a existência de autocicatrização interna de todos os concretos, corroborando com os demais ensaios. No ensaio de Difração de Raios-X, constataram-se dois principais compostos, o óxido de silício proveniente do cimento, e o carbonato de cálcio, composto que confirma a hipótese de autocicatrização em todos os concretos.
