Contribuição ao Estudo da Carbonatação e da Retração em Concretos Com Elevados Teores de Escória de Alto-forno

Nome: Maria Antonina Magalhães Coelho
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 10/04/2002

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Eliana Zandonade Coorientador
Fernando Lordêllo dos Santos Souza Coorientador
Maristela Gomes da Silva Orientador
Moema Ribas Silva Examinador Interno
Rochely Karla Batista Examinador Externo

Resumo: O beneficio que a utilização de escória traz ao meio ambiente é grande, pois novas jazidas de calcário deixam de ser exploradas, a emissão de dióxido de carbono gerado na fabricação do clínquer é reduzida, havendo, ainda, economia de energia na produção do cimento com escória. Estas considerações econômicas e ambientais são ampliadas quando a incorporação de escória ao concreto é aumentada incluindo as alternativas de utilização como adição mineral e agregado.
Neste trabalho a influência de elevados teores de escória de alto-forno como adição mineral e agregado miúdo em concretos é estudada, analisando seus efeitos na resistência à compressão axial, na resistência à tração por compressão diametral, no teor de ar incorporado, na massa específica, na absorção, no índice de vazios, na retração e na profundidade de carbonatação de concretos em comparação com concretos com baixos teores de escória de alto-forno.
Foram dosados concretos com CP III-32 RS com adição de 100% de escória de alto-forno moída; relações água/materiais cimentícios iguais a 0,33, 0,40 e 0,44; 72% de escória granulada e 28% de areia como agregado miúdo e britas graníticas zero e um como agregado graúdo. A segunda família de concreto, usada como referência, foi confeccionada com o mesmo traço, porém, utilizou cimento CP II-E 32, relações água/materiais cimentícios iguais a 0,33, 0,38 e 0,44, areia como agregado miúdo e britas graníticas zero e um usadas como agregado graúdo.
Os resultados experimentais comprovaram a possibilidade de utilização de altos teores de escória como adição mineral e agregado miúdo em concretos, sem grande influência na carbonatação e retração dos concretos, quando comparados com concretos confeccionados com baixos teores de escória de alto-forno de mesma resistência à compressão, aproximadamente 40 MPa, e desde que sua dosagem seja adequada e a cura eficiente.

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