Estabilização “físico-químico” de Resíduo Sulfetado/sulfatado Com Incorporação de Escória de Dessulfuração

Nome: Dayanne Severiano Meneguete
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 03/01/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Patrício José Moreira Pires Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Patrício José Moreira Pires Orientador
Romulo Castello Henriques Ribeiro Examinador Interno
Sérvio Túlio Alves Cassini Examinador Externo

Resumo: Os processos de mineração e siderurgia são os responsáveis pela movimentação de milhões na economia do país, em contrapartida estas ações são as responsáveis pela produção de um grande volume de resíduos sólidos. Associado a esses processos, tem-se a utilização de novas práticas voltadas para a gestão e reutilização destes materiais. Assim, o objetivo desta pesquisa é analisar o comportamento físico-químico do resíduo proveniente de uma mineradora de ouro quando incorporado a escória de dessulfuração, analisando parâmetros como a melhora das propriedades mecânicas da mistura como a capacidade de suporte, as concentrações de sulfeto/sulfato finais e permeabilidade. No processo de preparação das amostras foi utilizada a escória de dessulfuração em concentrações 20%, 30% e 40% com relação ao resíduo de mineração. Os melhores resultados foram para os com 40% de concentração de escória de dessulfuração que permitiram um ganho de 1450% na capacidade de suporte, visto que o Índice de Suporte Califórnia do resíduo de mineração foi de 1,68% após 96 horas de ensaio e a amostra com 40% de escória de Dessulfuração apresentou um ISC de 24,37% após 96 horas e um ISC de 63,93% ao final de 28 dias. Essa mistura também proporcionou uma redução nos índices de plasticidade e permeabilidade do material, tornado aplicável para pavimentação em estradas vicinais. Além disso ao se analisar as concentrações de sulfeto/sulfato das soluções coletadas através do ensaio de Coluna, pode-se verificar que os extratos solubilizados das amostras 1, 3, 4 e 5, apresentam concentrações de 9180 mg/L, 1918 mg/L, 2560 mg/L e 3143 mg/L de Sulfato, respectivamente, que são superiores aos 250 mg/L de Sulfato, exigidos na NBR 10.004:2004, o que permite classificar o resíduo e as misturas, segundo esta norma como um Resíduo Não Perigoso e Não Inerte - Classe II A. Logo, após as análises do comportamento físico-químico, constata-se a viabilização sustentável entre à incorporação dos dois resíduos e sua aplicação em estradas vicinais.

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