ANÁLISE da Eficiência das Ferrovias Especializadas em Transporte de Minério de Ferro e Pelotas, Pertencentes às Empresas Mineradoras e Usinas de Pelotização, Por Meio do Método Data

Nome: Renata Guimarães de Oliveira Fontan
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 10/12/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Rodrigo de Alvarenga Rosa Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Adonai José Lacruz Examinador Externo
Elcio Cassimiro Alves Examinador Interno
Rodrigo de Alvarenga Rosa Orientador

Resumo: O mercado mundial de minério de ferro extrai e negocia mais de dois bilhões de toneladas por ano. As poucas empresas mineradoras e usinas de pelotização estabelecem uma cadeia produtiva integrando mina, usina, ferrovia e porto visando reduzir seus custos. Suas ferrovias são vistas como custos operacionais para exploração da mina e envolvem altos investimentos e custos operacionais. Neste estudo propõe-se analisar comparativamente o desempenho de doze ferrovias especializadas no transporte de minério de ferro e pelotas, que fazem parte do patrimônio das empresas de mineração e/ou usinas de pelotização. Estas ferrovias estão localizadas em quatro continentes e distribuídas em dez países. Para isso, foi utilizada a metodologia Análise Envoltória de Dados (DEA) com retornos constantes de escala (CCR) e orientação a saída. O objetivo é mensurar e comparar a eficiência das ferrovias, identificando seu posicionamento em relação às outras ferrovias. Como variáveis de entrada foram adotadas a quantidade de vagões em operação, a quantidade de vagões do trem tipo de maior predominância e a carga por eixo do vagão, e como variável de saída foi adotado o TKU, que representa a tonelada útil transportada pela distância percorrida. Foi utilizado o software Frontier Analyst para resolver o modelo DEA proposto. No resultado obtido, três ferrovias foram consideradas como eficientes: Estrada de Ferro Carajás (EFC), Mount Newman (NEWM) e Fortescue (FMG). As ferrovias Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), Hamersley (RTHA) e Roy Hill (RHILL) poderão alcançar a fronteira de eficiência com aumento do output TKU, conforme sugerido pelos resultados gerados pelo software. As ferrovias Robe River (RTRR), QNS&L, Cartier (CART), Yekepa-Buchanan Line (AML), Iron Ore Line (IOL) e Mauritânia (MAUR) precisam aumentar mais de 140% o TKU realizado em 2016 para atingir a eficiência. Para aumentar a quantidade de MFe e PLMFe transportada é preciso analisar a capacidade produtiva das minas de MFe, avaliando o cenário de produção: exaustão, estabilidade ou crescimento. Além disso, é preciso estudar o mercado antes de aumentar a produção, pois uma oferta excessiva de MFe e PLMFe poderá desequilibrar o mercado, reduzindo o preço destes commodities e a margem de lucro das mineradoras e usinas de pelotização.

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